Após driblar as drogas, Lucas hoje gosta de se vestir bem, compra eletrônicos, cuecas e não se esquece das origens
Dentro de campo, em 69 partidas desde que subiu para o profissional, em agosto de 2010, o são-paulino conheceu bem como Lucas é. Fora das quatro linhas, depois de renovar contrato no início desta temporada e aumentar o salário de R$ 15 mil para cerca de R$ 100 mil, muita coisa mudou. A índole, pela criação dos pais, continua a mesma. Mas as roupas, perfumes, cremes e sonhos são diferentes.Dois dias depois do fim do Brasileirão, o meia não falou apenas sobre futebol. Lucas também mostrou seu lado vaidoso, consumista, familiar e o que teve de superar na infância para chegar onde está.
Nascido no Jardim Miriam, bairro de pessoas humildes em São Paulo, não foram poucas as oportunidades para se envolver com bebidas e drogas. Algo que sempre rechaçou:
– Você cresce vendo coisa errada. Mas sempre tive família, que me apoiava e dizia o que não fazer. Também tive o futebol, que não me deixou envolver com algo errado, porque sabia que tinha um sonho e que não conseguiria me deixar levar.
– Sempre tinha alguém para oferecer. Gente fumando, bebendo e precisa me esquivar para não entrar no caminho errado – completou o garoto, que hoje mora em um apartamento perto do CT da Barra Funda.
Amparado pelo futebol e sonhos, Lucas manteve seu objetivo de jogar bola. E conseguiu. Hoje, se diverte com eletrônicos e, quando vê uma cueca, não pensa duas vezes em comprar. O melhores amigos de Tricolor são de Cotia. Fora do São Paulo, tem ligação com Neymar, com quem frequentemente é comparado. Desde que não seja pelo penteado.
Assim é Lucas. Um sujeito que, aos poucos, cresce no futebol. Mas já tem seu estilo fora dos gramados.
Lucas fala um pouco de sua vida Fora das 4 Linhas:

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