
Ademilson, grato ao 'pai adotivo' que encontrou no furtebol | Foto: Alan Morici / Agência O Dia
“Foi em um torneio das escolinhas do São Paulo, em 2004. Ele treinava em uma das unidades e chamou atenção pelo bom futebol. Como ele não tinha idade para entrar no alojamento ainda, vinha treinar uma vez por semana. Lembro que ele chegou a morar no antigo alojamento do Morumbi antes de ir para Cotia”, justifica o ex-treinador, que por muitas vezes também conversou com a mãe de Ademilson, Mara Lúcia.
“A mãe dele sempre foi muito presente. Foi mãe e pai ao mesmo tempo, mas ela sempre me ligava quando tinha algum problema, quando achava que precisava ter alguma conversa mais séria com o Ademilson. E ele sempre nos ouviu e seguiu aquilo que a gente dizia”, completou.
E assim Ademilson considera Toninho como um pai, o técnico, que hoje treina o Sub-14 da base do Tricolor em Cotia, também não esconde o carinho pelo atacante. E, exigente, cobra uma postura exemplar do garoto: “Eu falo com ele sempre para tomar cuidado agora. Digo: ‘hoje você é uma referência no Brasil e também já aparece para o mundo’. Falo para ele seguir humilde, tranquilo, um exemplo de jogador e principalmente como ser humano. As coisas aconteceram de forma muito rápida e ele também precisa estar preparado para as fases ruins, que são normais na vida.”
E é de um pequeno apartamento em Osasco que este ‘pai’ de 58 anos espera acompanhar o sucesso do ‘filho’, ciente de que, quando precisar, ele estará lá para apoiá-lo.
Marca Brasil

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