"[O sentimento] Não é de vergonha com certeza. A gente não está fazendo nada errado. Não fazemos parte do mensalão, não estamos roubando ninguém. Estamos todos os dias no CT, tentando fazer ajustes no time, e podemos sair na rua de cabeça erguida”, falou o treinador.
O discurso de Ney Franco foi motivado pelo que disse Denilson, que admitiu total descontentamento com a fase do São Paulo ainda na saída do gramado do estádio dos Aflitos.“Eu sim, eu me envergonho”.
"Se eu percebesse que [o time] tivesse entregado o jogo, não tivesse se movimentado, feito corpo mole, aí sim poderia ser chamado de vergonha. Não existe vergonha nem para a comissão técnica, nem para os jogadores. Estamos tentando honrar ao máximo a camisa do São Paulo. Infelizmente, o momento é de turbulência", rebateu Ney Franco.
O treinador do São Paulo tenta minimizar, mas o fato é que o momento do Tricolor no Brasileirão é preocupante. São três derrotas seguidas na competição, oito no campeonato como um todo, desempenho que fez o clube cair para a oitava colocação com 25 pontos, 14 a menos que o líder Atlético-MG, além de uma partida a mais.
“Estamos passando por um momento de turbulência, mas somos dignos do salário que recebemos, de trabalhar em uma equipe grande como o São Paulo. Tanto eu quanto os atletas”, se defendeu Ney Franco.
Apesar do momento negativo na temporada, a programação foi mantida e os jogadores do São Paulo ganharam folga nesta quinta-feira, e terão somente a sexta para treinar para o duelo contra a Ponte Preta, às 21h deste sábado, no Morumbi. Para este jogo, Ney Franco contará com o retorno dos atacantes Lucas e Osvaldo, e tem esperanças de que Luis Fabiano tenha condições de entrar em campo.

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