Desde que Wellington voltou a ser titular, o São Paulo entrou em campo nove vezes. Foram seis vitórias, dois empates e apenas uma derrota, números que fizeram o time chegar ao G-4 do Campeonato Brasileiro e abrir oito pontos de vantagem sobre o quinto colocado Botafogo além de encaminhar a vaga para a semifinal da Copa Sul-Americana.
Além dos números, a entrada do volante mudou a forma da equipe jogar e deu sustentação ao São Paulo. Reconhecido como um dos pilares da reação na temporada, Wellington não muda o discurso tranquilo e prefere dividir o mérito com os companheiros.
Queridinho da torcida e do técnico Ney Franco, ele sequer se considera dono da posição. "Titular absoluto? Nunca. Subi em 2008 pelo meu trabalho e meu esforço. O grupo de agora é muito bom e se você der uma vacilada aqui dentro algum outro jogador pode entrar e pegar o seu lugar" afirmou Wellington.
O alto nível das apresentações começou a despertar a atenção dos torcedores e o fez sonhar mais alto. Wellington admite que sonha com a seleção brasileira e lembra das duas lesões no joelho para acreditar que será lembrado. "Esperança sempre temos, ainda mais eu, né? Procuro fazer meu trabalho no dia a dia e tenho certeza que quando essa chance chegar eu estarei preparado", disse.
Talentoso e jovem (21 anos), Wellington já começa a ser observado mais de perto pelos clubes europeus. O Rubin Kazan, da Rússia, chegou a consultar o São Paulo para saber a disposição de se desfazer do volante e recuou ao ouvir que, para começo de conversa, era preciso pelo menos 10 milhões de euros.
Para sorte da torcida são-paulina, ele está feliz no clube e tem o objetivo de fazer história. Portanto, transferência é algo que não passa na sua cabeça. "Não penso em sair, estou feliz aqui e sou da casa. Se eles quiserem me negociar, aí é com eles, mas eu quero ficar", avisou o volante.

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