
A tentativa do São Paulo de contratar o atacante Eduardo Vargas acabou frustrada. As conversas com o Napoli, dono do passe do chileno, se arrastavam desde o ano passado e, neste período, a negociação esteve muito próximo de ser concretizada por diversas vezes. A postura dos italianos, porém, irritou Juvenal Juvêncio, presidente do clube paulista.
Inicialmente, as tratativas foram feitas para que Vargas permanecesse no São Paulo por um período de 18 meses, e a equipe pagaria um milhão de euros para o Napoli. Tudo estava certo e até mesmo o contrato foi enviado para a Europa, para que os italianos analisassem e devolvessem assinado, liberando a contratação. A resposta, porém, veio diferente e com um pedido a mais: 500 mil euros. Assim, Juvenal teria que desembolsar 1,5 mi de euros, e Vargas ficaria apenas um ano no Brasil. O presidente aceitou.
Quando pela segunda vez achou que o acerto estava próximo e mais uma vez trocou documentos com o Napoli, veio a contra-proposta, exigindo que o pagamento do valor acordado fosse feito, agora, à vista. O São Paulo, de novo, concordou com os termos, apesar de o combinado era de que o valor seria pago em três parcelas de 500 mil euros. Nesta semana, porém, a gota d'água determinou o fim das conversas. Os italianos quiseram, de última hora, incluir uma cláusula que permitia ao Napoli solicitar o retorno de Vargas quando bem entendesse.
Desta maneira, o São Paulo desistiu. No fim do ano passado, o UOL Esporte revelou após conversa com gente ligada à diretoria que o clube manteria a postura de não entrar em leilão. E assim o fez. Durante evento na capital paulista na noite desta segunda, Juvenal Juvêncio mostrou-se irritado com a postura dos europeus, especialmente porque o Grêmio, paralelamente, seguia na disputa para ter o chileno. A situação, claro, fez com que o Napoli tentasse arrancar as melhores condições para o clube.
"O que eles fizeram é um leilão sem pudor, na minha concepção, e eu não posso aceitar isso e não aceitei. Nas condições que eles queriam, não há negociação. Na última conversa, quando quiseram incluir o retorno do jogador, eu disse que concordaria desde que o dinheiro que eu pagasse também voltasse para o São Paulo. Eles não quiseram. Então, estamos fora", emendou o dirigente.
Juvenal Juvêncio, ao longo de sua administração no São Paulo, não esconde de ninguém que não gosta de entrar em leilão por jogadores. Por isso, tenta sempre conduzir conversas e tratativas em sigilo. No caso de Eduardo Vargas, o clube entendeu que, por ter dinheiro em caixa após a milionária venda de Lucas para o PSG, que rendeu cerca de R$ 118 mi aos cofres paulistas, os italianos 'espremeriam' até o limite para faturarem alto. Agora, terão de se contentar com a proposta do Grêmio, já que o pai do atacante declarou que, por enquanto, a única certeza é a de que seu filho atuará no Brasil em 2013.
Uol

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