Os dizeres do
momento valem ser repetidos: a cor vermelha sugere estímulo, força, energia,
conquista, requinte, paixão e liderança. Nada como aproveitar a deixa do
momento para um grande apelo: que não seja apenas uma boa estratégia de
marketing, mas que seja um fator inerente ao time.
Após um excelente
final de 2012, com um título inédito,
bela campanha no Campeonato Brasileiro (especialmente em clássicos) e
uma despedida com chave de ouro, o início desde ano prometia mais.
Os números e o
comportamento dentro e fora de campo eram preocupantes. Erros de planejamento
da diretoria (que além do mais, nos fragilizou dentre os bastidores e nos
tornou presa fácil para as confederações - vide o caso com a Conmebol). E
também jogadores/treinador que deixavam a desejar; o time não parecia ter sede
de vitória. Com este cenário irregular, dúvidas pairavam.
Até um dia inesquecível de meados de abril...
Agora, mas mais do
que nunca, que haja inúmeros votos de confiança.
Estes vieram
naquela maravilhosa noite de 17 de abril. Uma daquelas para se guardar com
carinho para toda a vida; daquelas que provocam nó na garganta e que nos fazem
rever um lance de dar arrepios. Uma ajuda veio de um segundo jogo, no mesmo
momento – mas por ora esqueçamos deste detalhe...
A vitória sobre o
Atlético não foi apenas bela tecnicamente. Foi de encher os olhos pela raça,
pelo empenho. Havia alma e um real objetivo. Finalmente, o espírito que
faltava.
O que será de nós
este ano, obviamente, ninguém sabe. Mas 2013 será feliz se aquelas cenas que
ainda ecoam há dias se repetirem. As chances são reais!
Que todos façam sua
parte. Que os dirigentes tenham um pouco mais de ambição, que pensem grande e
que façam um bom planejamento daqui para frente. Mas que, no mínimo, mantenham
um bom ambiente para que todos trabalhem em paz.
E que os jogadores
prossigam com esta mesma luta. Que tracem metas e que tentem alcançá-las a
qualquer custo. Que saibam que a vontade é capaz de superar dificuldades e
limitações. Que acreditem - não importa onde o favoritismo esteja - que sejam
capazes de vencer qualquer um.
A torcida, que fez
uma linda festa, merece esta alegria.
A mídia, tão
tendenciosa, e que já tem nitidamente seus queridinhos, tem de se retorcer.
Temos de fazer frente à toda esta manipulação e nos mostrar fortes.
Que estes objetivos também sejam por Rogério Ceni. O ídolo merece
encerrar sua carreira com todas as honras. É um jogador em extinção, leal e que
ama de verdade o clube que defende; que se alegra nas vitórias como poucos e se
entristece em momentos ruins como ninguém. Não é apenas seu talento sob as
traves ou com os pés - o que já seria muito. É amor real à camisa, é a vontade
plena de vencer, de conquistar, é a liderança. Para alegria dele, nossa e para
que os rivais continuem a se corroer, ele tem de se despedir dos gramados no
alto de um pódio.
E, principalmente, para que o livro de glórias do São Paulo Futebol
Clube aumente suas páginas. Já pintou o país, o continente e o mundo de
tricolor várias vezes; ostenta tão dignamente o nome de sua cidade. Toda esta
tradição nos tornou exigentes e, além disso, o Clube da Fé. A história deve
continuar sendo escrita.
A fase mais simples do ano já se foi. Esqueçamos dissabores. Vamos nos
focar naquilo que pode ser uma nova era. Até aqui, redenção houve. Tudo foi
zerado. A postura vista no jogo mais importante no ano merece todo e qualquer
apoio. Se não der certo na primeira tentativa, que a espera valha à pena.
Por isso, este clamor aos boleiros: raça! Não é garantia de vitória,
mas é fundamental. Assim, acredito plenamente em um 2013 bem-sucedido. Em que,
o tempo dirá. A agenda são-paulina está cheia e tem de tudo para ser preenchida
positivamente.

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