O que mais irritou o atacante foi o fato de Juvenal nunca ter sentado para falar com ele sobre o assunto antes de "rifá-lo" para a imprensa. Sua leitura é que o dirigente o utilizou como bode expiatório para a eliminação na Libertadores, desconfiança que já o havia feito cobrar o diretor de futebol Adalberto Baptista às vésperas do jogo contra o Atlético na primeira fase da competição. Na conversa revelada pelo Estado em 26 de março, ele ouviu do diretor que tudo não passava de boataria e que tinha crédito no clube, mas as declarações de Juvenal o deixaram novamente insatisfeito.
Antes decidido a não deixar o Morumbi, Luis Fabiano agora já não vê com maus olhos a possibilidade de mudar de ares - embora continue querendo cumprir seu contrato. Ele recebeu propostas de clubes brasileiros - um deles é o Inter - e estrangeiros para se transferir e encaminhou para a diretoria analisar. "Vamos ver agora se o São Paulo vai vender ou se volta atrás, porque existem propostas oficiais", disse uma pessoa próxima ao jogador.
A diretoria, por sua vez, enxerga a situação de uma forma diferente. "O presidente foi pragmático; em momento algum disse que quer se desfazer do Luis, falou apenas que vai ouvir as propostas e pode considerá-las se for algo bom para o clube e para o atleta", minimizou o vice de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, que disse ter falado com o jogador. "Ele conversou normalmente comigo, e expliquei que em alguns momentos as atitudes são prejudiciais para ele mesmo", disse.
Estadão

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