11 de maio de 2013

Tempo de Despertar




Há quem diga, e fatos comprovam, que o mau momento de um clube é culpa de uma administração ruim. É simples: se alguma informação no alto de um fluxograma estiver errada, dificilmente se corrigirá pelo caminho. A atual, chefiada pelo ditador, é o principal mal que ronda o Morumbi. 

A qualidade do time que foi decaindo desde o tri-campeonato brasileiro, as estapafúrdias demissões na equipe médica, o clima ruim que os próprios diretores instalam entre o elenco. Isso dentre outras atitudes questionáveis.

O sonho era voltar à Libertadores. Deu certo... Mas e o planejamento? Não houve...
Pelos bastidores, estamos fracos. Esta corja fez com que o São Paulo virasse presa fácil para a corrupção das entidades (Conmebol, CBF, FPF) e também para a imprensa.

Prepotente, arrogante, omissa. É um pensamento pequeno, que não muda, que persiste no erro – e o pior, que acha que está correto. É necessário também lembrar, sempre, que o atual presidente está lá mesmo ferindo o estatuto... O câncer não está no gramado ou à beira dele, e sim nos luxuosos escritórios (pelo menos é o que a placa diz).

Mas não há um mocinho e um vilão. Todos os lados têm sua parcela de culpa.

Elenco e técnico também não se podem fazer de vítimas. Também erraram. Seja em teimosias nas escalações. Ou seja em falhas bobas e expulsões infantis. É um time irregular demais. E “inocente”; cai fácil em malandragens adversárias, não tem alma ou sensação de urgência.
O que ocorreu na última quarta-feira foi uma tragédia anunciada desde aquela virada patética na Bolívia, pela pré-classificação. E o planejamento precisaria ir além: e o Mundial, como seria? Não podemos nos agarrar em tradição para conquistar. 

Em momentos assim, costumamos pensar que somente nós vivemos no inferno e os demais, no paraíso. Há de se olhar a tudo à sua volta... Como se diz, estações passam. Nenhum time fica muito tempo no topo. Filas de títulos, vexames, eliminações precoces, freguesia? Todos os clubes tem ou passam por isso. É uma utopia achar que tudo será perfeito para sempre. Isso não é conformismo. É realidade. 

Ainda faltam sete meses. Difícil sonhar alto com esta diretoria, ou com a cabeça cheia. Mas nos resta esperar e fazer nossa parte. Nenhum campeonato que disputaremos em 2013 deve ser subestimado; todos têm o seu valor. Com ajustes e com garra, o time pode sair vitorioso em alguns deles. Sigo acreditando em alegrias para 2013. Com os pés no chão. Mas confiante também. Redenção, final feliz e “milagres” também fazem parte do futebol. 

Registro meu apoio, minhas esperanças. Por outro lado, às vezes a realidade é dolorosa, e é preciso encará-la. Fica aqui também meu protesto à administração detestável do São Paulo Futebol Clube; somente após a queda desta corja asquerosa, o mal será arrancado pela raiz. Como se diz, quem ama, cuida. Cuidar é ver o que há de errado pra corrigir, não fingir que não há erros.

Só para lembrar: fases passam, a história é eterna!

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