13 de julho de 2013

Esperança


                Vejo a situação atual como uma grande incógnita. Estou incapaz de fazer previsões e análises mais profundas.

                Mas independente disso, é difícil criar expectativas com um time tão irregular. Não condenarei um ou outro. Cada um tem sua parcela de culpa. A diretoria é o câncer, e disso sabemos. Mas os jogadores recebem um alto salário e têm bom tratamento, e por isso deveriam ao menos se esforçar mais. Não é jogador A ou B, é o time que está apático e perdido. E não é um que deve ser crucificado ou livrado de culpa (salvo exceções).

                Desde a derrota no jogo da volta para o Bolivar, estou com um pé atrás. A meu ver, é um time desanimado, opaco, sem objetivo, com baixa auto-estima. Parece ser um time que se julga incapaz, do tipo que pensa “pra que lutar se não vamos ganhar?”.

                Para piorar, nosso técnico anterior, neste ano, fez um desserviço. São fortes os comentários de que ele não comandava treinos, e supostamente tinha problemas de relacionamento. Infelizmente, pois (mesmo que suas falhas tenham sido disfarçadas por talentos individuais) foi muito bem no ano passado.

                Agora, temos um novo treinador. Não era o favorito para a maior parte da torcida. Mas isso não significa que ele não seja capaz corrigir os problemas. Mas aliado à sua contratação, deveriam vir reforços e os jogadores têm de cumprir sua parte com empenho.

                Apesar do discurso patético de Juvêncio (misto de ódio e vergonha) e da indesejada presença de Batista, Paulo Autuori foi apresentado. E fez boas declarações. Ele, até aqui, parece motivado e saber, em base, das mazelas que enfrentamos em campo.

                Se ele fizer o básico (colocar os melhores em cada posição para jogar e der um padrão mínimo), nos der foco e se motivar o time, já é meio caminho andado para um segundo semestre bem melhor.

A segunda passagem de Autuori é completamente diferente daquela que foi campeã mundial.   “Em 2005, o time já estava montado etc”. Teve seus méritos e deve ser valorizado. Afinal, em 2010, Celso Roth também pegou time montado e pode ter sido campeão continental; mas o que houve mesmo no Mundial?! Quase nada: apenas um dos maiores vexames vividos por um clube sul-americano.

Espero que o que fora escrito acima seja uma página virada.

                Acredito em progresso. Por ora, não nos coloco como favoritos sequer na Copa Suruga. Prefiro ver para crer.

Entretanto, esperança. Para o bem-estar do São Paulo, é melhor dar a este time uma segunda chance. Criar um clima hostil neste momento não deve ajudar. Se for para haver mudanças, será agora (não significa imediatismo). Talvez não seja amanhã ou depois. Mas, trégua.

Autuori fez bom diagnóstico até aqui, e isso pode resultar em melhoras para um futuro bem próximo; ele talvez consiga instalar um clima favorável.

E quanto a melhoras a longa data, precisamos ficar de olho nos conselheiros, para que não votem no sucessor do atual presidente.

Enfim, convicção só terei ao ver como será a postura do time daqui para frente. Mas vislumbro sucessos. Hoje, nos basta apoiar, pois como se diz “a hora é agora”.

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