
A apresentação era de Paulo Autuori, mas o show, como de costume, foi de Juvenal Juvêncio. O presidente falou, falou, falou... Muito mais do que o treinador. Arrancou algumas risadas, caras feias, e voltou a demonstrar imensa dificuldade em admitir parcela de responsabilidade no mau momento do São Paulo. Além disso, decidiu virar “editor”. Pautou a imprensa. Determinou o que os jornalistas deveriam ter publicado, reclamou dos “interesses da mídia”, e até chamou atenção de dirigentes e funcionários.
Enquanto o chefe transformou cada resposta num longo discurso, Autuori ficou quase o tempo todo com o habitual semblante sério. Juvenal recorreu a recursos já conhecidos para se defender de críticas, que nem foram tão fortes. Voltou a dizer, por exemplo, que pouco repercutiu a troca quase total do grupo nos últimos 18 meses.
- Só ficou o Rogério Ceni, mas poucos registraram. Sei bem os interesses da mídia. Quero ser confrontado - disse, ao destacar que mexeu no elenco após maus resultados entre 2010 e 2012.
Em seguida, ao flagrar o assessor de imprensa conversando em voz baixa, imperceptível, com um jornalista, reclamou: “Tô falando, tô falando, deixa eu falar”. Sobrou também para o vice-presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, que entrou na sala de imprensa quase no fim da entrevista, durante uma das respostas de Juvenal.
- Olha o Leco aí, chegou agora. Disseram que ele vetou o Muricy, não é verdade. Sejamos justos. Ele não falou nada, até porque ele não tem poder de veto. Se tivesse falado, não seria ouvido - afirmou, sem deixar de citar a elegância do vice.
Fonte: Globo.com
12 de julho de 2013
Juvenal vira 'editor' e faz críticas à mídia em apresentação de Autuori

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