6 de julho de 2013

Reinício ou Déjà-Vu



E lá vamos nós de novo... Mais um treinador demitido, e nós, com aquela ansiedade para saber qual será o próximo.

Eu ia me dedicar umas linhas criticando essas escolhas da diretoria, mas parei para pensar nos outros clubes brasileiros. Exceto um ou outro, qual técnico no Brasil se estabelece de fato em um clube? O treinador chega, faz promessas, em casos rende por algum tempo, entra em má fase, começa a ser desprestigiado e até que cai. Isso não é recorrente só no SPFC (como a imprensa diz ser), mas no futebol brasileiro.

Isso é conseqüência de uma geração fraca de treinadores, de falhas administrativas ou pelo imediatismo de todos?

Bem, no nosso caso, vejo que a maioria dos técnicos que por aqui passaram desde 2009 foi lamentável. Dois nomes, ao menos, me assombram até hoje: Sérgio Baresi (que, infelizmente, ainda exerce trabalho nas categorias de base) e Adilson Batista.

Ney Franco foi bem no ano passado, e eu acreditava que ele ficaria por mais tempo. Mal chegou, e foi campeão da Sul-Americana, foi muito bem no Campeonato Brasileiro e em clássicos. Mas seu trabalho neste ano é digno de qualquer crítica. Não foi capaz de armar sequer um time razoável, foi teimoso e fazia declarações muito estranhas. Para piorar, tudo indica que tinha péssimo relacionamento com o time (que refletiu nos tais afastamentos).

Hoje, me pergunto: no ano passado ele fez um trabalho realmente bom, ou seu sucesso se devia à talentos individuais (principalmente de Lucas) e ao time em si, mais focado do que hoje em dia?

Após falas contestáveis (como a vez em que deu nota ‘dez’ para si mesmo) e a extrema inconsistência do time, ainda na fase de grupos da Libertadores, comecei a desejar sua queda. E quando os jogadores querem derrubar um técnico, derrubam! Filme repetido. Se eu pudesse escolher, o teria demitido antes da Copa das Confederações, para que, no retorno, o time voltasse renovado e focado.

Não aconteceu. E a diretoria, a meu ver, cometeu um grave erro ao tê-lo mantido.

Já foi. Pensemos no futuro. Que venha um bom técnico, que ao menos saiba fazer o básico e que tenha boa relação com os jogadores e líderes da equipe. E que chame a torcida.

Nosso time é bom, mas tem várias carências. Precisamos de reforços. Mas as esperanças voltaram, e hoje imagino um segundo semestre mais feliz.

Espero muito ver um time aguerrido daqui para frente, jogando com um objetivo e convocando a torcida.

Entretanto, sem demais entusiasmo. A queda de Franco foi necessária. O novo técnico pode colocar ordem em campo. Mas o câncer está lá dentro e só nos deixará em paz quando for extirpado.

Independente de tudo, a tendência daqui para frente é de evolução. Melhor formar opinião e criar expectativas após a revelação do nosso novo comandante. Que a escolha seja a melhor possível!

Que seja um reinício, não um déjà-vu pós-2009.

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