Nada como após uma vitória que, além de tranqüilizar o ambiente, nos dê três
preciosíssimos pontos. E, depois, ouvir uma impecável entrevista de nosso
capitão. Vale à pena também reler e registrar os trechos mais marcantes:
– Paulo Autuori e Muricy Ramalho não são caras para ficar dois meses no São
Paulo. Eles construíram uma história aqui dentro. Um colocou mais uma estrela
no peito do clube. E o outro foi o único tricampeão brasileiro consecutivo por
um mesmo time. Eles devem durar mais tempo, são caras especiais – disse.
– O Telê morreu. E nós matamos o Paulo em dois meses. Dos grandes campeões
nas últimas décadas, sobrou ele (Muricy). Se não cuidarmos dele, quem vai ser o
próximo? Vai ter de começar do zero. São pessoas dedicadas e que escreveram o
nome na história do clube. Uma pena ele ter saído, e ainda bem que existia o
Muricy no mercado. Mas acho que eles devem ser cuidados com carinho porque são
os dois últimos grandes vencedores do São Paulo – completou.
14 de setembro de 2013
Agora ou Nunca?
Infelizmente,
a imprensa não gosta desta lucidez e personalidade forte de Rogério... Aliás,
essas declarações vieram no momento certo. Ele tirou palavras da boca de muito
torcedor.
Resta-nos
agradecer a Autuori pela tentativa. Ele pegou um time em frangalhos pelo técnico
anterior (e principalmente pela diretoria de futebol). Se foi ele ou não quem
montou o time de 2005, são outros quinhentos, pois ele fez parte dos títulos.
Em relação ao péssimo trabalho de Franco em 2013, Autuori trouxe melhoras ao
time. Mas não foi o bastante para a ocasião. E que a culpa não recaia apenas
sobre ele, já que algumas peças do time por diversas vezes não foram bem.
E
agora? Ou vai ou racha? O festejado retorno de Muricy Ramalho deve ser a última
cartada para nossa salvação. Se vai funcionar, claro, só o tempo dirá. Mas seus
títulos (principalmente em pontos corridos, que é a questão do momento), suas
cobranças e sua identificação para com o clube são grandes pontos à favor. E
começou com o pé direito. Bem-vindo de volta, e, de coração, toda a sorte do
mundo!
Neste momento,
não importa se o jogo é bonito ou feio, e sim os pontos. Somente vitórias
trarão confiança – e melhores frutos.
E não é
o momento para “divisões” de torcida, ou seja, acusações de uma parte à outra. Cada
um sabe onde o calo lhe dói. Cada um tem uma condição. E o principal: torcer
é emoção – e cada um lida com a sua de forma diferente. Que cada um faça o que
puder ou no que acreditar.
De uma forma ou de outra, que cada um dentro de suas
possibilidades ajude. Pois esta, aliada à força do time, pode ser um grande
passo para a redenção.

.png)

