Dois jogos, duas vitórias. Essa é a campanha de Muricy Ramalho desde que retornou ao Morumbi, no começo da semana passada.
Ney Franco deixou rombos gigantescos no aspecto técnico, tático e psicológico da equipe. Quando foi demitido, um peso saiu de nossas costas, mas Juvenal, teimosamente, contratou Paulo Autuori para assumir o time. Não era a hora dele.
No comando de Autuori o tricolor somou derrotas e mais derrotas, conquistou a Copa Eusébio e só ganhou duas vezes no Campeonato Brasileiro. A derrota para o Coritiba deixou o Maior do Mundo em 18º lugar. Foi a gota d'água. Juvenal demitiu outro técnico. Como dito por Mito, matamos um dos dois únicos grandes campeões das últimas duas décadas após o falecimento de Telê Santana em dois meses. A história vitoriosa que conquistou a América e o Mundo em três cores foi manchada por um erro da diretoria.
Como deveria ter sido feito dois meses atrás, Muircy Ramalho foi contratado para salvar o São Paulo da degola.
Apresentado na terça-feira, Muricy já treinou o time para o jogo que aconteceria na quinta-feira. São Paulo x Ponte Preta se enfrentaram com ingressos esgotados e vozes fortes ovacionando o técnico tricolor. Ta no sangue. Ta na alma. Ta no coração.
Vitória são paulina por um magro e suado 1 x 0, com gol de Luis Fabiano. Apesar do curto placar, pudemos observar uma entrega do time inteiro, uma movimentação de Luis Fabiano, uma consistência defensiva, um excelente posicionamento em bolas paradas e, o mais importante, a genialidade de Paulo Henrique Ganso. O camisa 8 foi o craque da partida, ao lado, novamente, de Rodrigo Caio, que ganhou muito destaque na defesa são paulina nos últimos jogos.
Vibração, bronca, torcida, bronca, incentivo, bronca, instrução, bronca. Esse é o ciclo de Muricy no banco de reservas. É essa cobrança que traz o sucesso de seu trabalho. Era disso que o tricolor precisava.
Com mais dois dias de trabalho, Muricy intensificou as bolas paradas, tático e terminou o treino com o famoso "rachão".
Nesse domingo o São Paulo entrou no gramado de São Januário para enfrentar o Vasco. Uma vitória tiraria o Maior do Mundo da zona de rebaixamento, já que passaríamos o Vasco e a Portuguesa, que perdeu para o Fluminense no sábado.
Com algumas surpresas, Muricy escalou um time consistente na marcação e habilidoso no ataque. Maicon era o motor do time, marcando e ligando contra-ataques.
Ainda no primeiro tempo, a bola forte dos times de Muricy Ramalho apareceu. Numa cobrança de escanteio, Rodrigo Caio coroou suas ótimas exibições com um golaço de cabeça.
O tricolor voltou ao segundo tempo sem Osvaldo, que novamente foi o pior em campo. Welliton entrou com muito mais vontade, velocidade e objetividade. Triste ver a "flecha cearense" com o futebol de tão baixo nível.
Muricy fechou a casinha e passou a só defender. Era pressão total do Vasco, até que o goleiro carioca resolveu contribuir. Falhou na saída do gol e Antônio Carlos aumentou.
Com a fatura liquidada, Aloísio entrou no lugar de Fabuloso, que fez outra partida fraca, ao contrário do que havia feito no jogo anterior.
Ao fim do jogo, o alívio tomou conta dos corações são paulinos pelo mundo. Depois de intermináveis 12 rodadas, o São Paulo estava fora da zona de rebaixamento.
Esse é o espírito. Essa é a paz que Muricy pode nos proporcionar.
Parabéns ao time, parabéns à torcida e parabéns ao grande Muricy Ramalho. Obrigado, São Paulo Futebol Clube!
Na quarta-feira (18), o tricolor recebe o Atlético-MG no Morumbi pela terceira vez no ano. Com uma vitória e uma derrota, buscaremos a tranquilidade e a paz no Campeonato Brasileiro.
15 de setembro de 2013
Efeito Muricy

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