29 de setembro de 2013

Opinião - São Paulo 0 x 1 Grêmio

Jogar no Morumbi nunca foi tão difícil. Além da fase, o São Paulo teve que enfrentar uma tarde inspirada de Dida e outra atuação da catástrofe ambulante chamada Héber Roberto Lopes.
A escalação do São Paulo, mesmo com algumas divergências à minha opinião, não estava ruim. Rogério; Paulo Miranda, Toloi, Antônio Carlos e Reinaldo; Rodrigo Caio, Wellington, Ganso e Jadson; Luis Fabiano e Osvaldo, é um time que chega próximo ao limite do elenco.
No primeiro tempo só deu São Paulo. Foram poucas chances reais de gol, mas a posse de bola para os lados do time do Morumbi chegou à casa dos 60%. Dida trabalhou extremamente bem quando precisou, mas a pontaria da linha ofensiva do São Paulo não ajudava. Logo no início do jogo, Pará deixou o braço no rosto de Osvaldo, que saiu sangrando. Nem falta o juiz assinalou. Ao fim da etapa inicial, Kleber, já amarelado, matou um contra-ataque segurando os pés de Douglas. Nada de cartão.
Toloi, com uma contusão muscular, deu lugar ao esforçado Douglas, levando Paulo Miranda para a zaga. Para mim, o primeiro erro do gigantesco Muricy Ramalho.
Perdemos a força ofensiva pelo lado direito do campo, já que Paulo Miranda vinha extremamente bem por lá. O São Paulo centralizava o jogo nos pés do maestro Paulo Henrique Ganso. Outra partida sensacional do camisa 8.
No segundo tempo, nenhuma modificação. A pressão continuou e aumentava a medida que os ponteiros giravam. O gol parecia certo e próximo. Era questão de tempo.
Luis Fabiano recebeu um cartão amarelo por deixar  o braço no rosto do adversário. Justíssimo. Mas volte ao terceiro parágrafo desse texto. Onde está o critério?
Sem criar muito na partida, mas não pior do que Osvaldo, Jadson deu lugar ao famoso Boi Bandido. Aloísio era a esperança são paulina.
Quando o jogo se desenhava totalmente a favor do São Paulo, falta frontal. Bressan esqueceu a bola e correu de encontro ao corpo de Aloísio com o braço no peito do atacante. Lance de possível expulsão, mas era aceitável apenas o cartão amarelo. Na cobrança, Reinaldo bateu bem na bola e Kleber, que já tinha cartão amarelo e poderia ter sido expulso ao fim do primeiro tempo, colocou a mão na bola. MÃO NA BOLA! O juiz, de frente pro lance, não marcou absolutamente nada.
Poucos minutos depois, Alex Telles recebeu uma bola no fundo e cruzou. Vargas calou o Morumbi com um golaço de cabeça. Falha no miolo de zaga do Tricolor Paulista. Foi um balde de água fria no time e na torcida do São Paulo, que se calou no estádio. Os mais de 40 mil pagantes não acreditavam no que viam.
A pressão continuou, mas sem a mesma intensidade. O físico não deixava o time ter forças para se recuperar. Inúmeras chances foram criadas, mas o São Paulo esbarrava na falta de pontaria, sorte e no goleiro Dida.
No último lance do jogo, Ganso cobrou escanteio, Wellington desviou no primeiro pau e Antônio Carlos se esticou ao máximo para marcar. A bola pegou na ponta de sua chuteira e passou a, no máximo, dez centímetros da trave esquerda do gol.
Definitivamente não era o nosso dia. Foram dezesseis finalizações são paulinas contra cinco gremistas. E assim o jogo acabou. A superioridade imensurável da equipe paulista não foi refletida no placar. A maior injustiça do campeonato. O melhor jogo da equipe.
A tarde em que Dida e, principalmente, Héber Roberto Lopes venceram o melhor São Paulo do campeonato.

Melhor em campo pelo lado paulista: Paulo Henrique Ganso.

Pior: Osvaldo, o nulo.

Muricy: Pior jogo desde sua volta. Escalação aceitável, modificações ruins.


Arbitragem: Dispensa comentários. Pior do ano. Definitivamente contra o São Paulo.


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