Uma vitória com raça. Uma vitória com suor. Uma vitória com garra. Uma vitória do tamanho do nosso clube.
Quando a bola rolou na Fonte Nova, o Maior do Mundo foi para cima dos baianos. Com muitas grandes chances, o gol não demorou para sair. Aloísio fuzilou a meta adversária depois de um lançamento perfeito de Rafael Toloi.
Daí para frente, só nervosismo. Denilson deu uma entrada forte em Bárbio e foi expulso. Uma atitude totalmente questionável, onde um cartão amarelo era cabível.
Com um a mais, o Bahia não conseguia assustar o goleiro Rogério Ceni, que pouco precisou trabalhar.
No segundo tempo, Maicon foi expulso por ironia a uma decisão do juiz. Outra atitude questionável, mas, como a primeira, ao menos explicável.
Depois disso, foi só rezar. Rezar pelos deuses do futebol, que sempre jogaram conosco.
O Bahia foi para a pressão total. A essa altura do campeonato, o São Paulo já não tinha atacantes, já que Ademilson, Aloísio e Welliton foram substituídos por conta de lesões e reconstruções táticas no meio de campo.
O Tricolor Baiano vinha com tudo e criava ótimas oportunidades. O Tricolor Paulista chutava para onde o nariz apontava, definitivamente.
Até o último lance, a torcida empurrou, Muricy gritou e o time rezou. A vontade fez com que o São Paulo, 2º melhor no returno, vencesse mais uma.
A cena de Muricy Ramalho chamando todos os jogadores, agradecendo a torcida e batendo no braço, como na típica frase "Isso aqui é trabalho, meu filho", será inesquecível para todos que acompanharam a guerra que foi essa partida.
Uma vitória para dar adeus ao rebaixamento, dar adeus à crise. Time grande não cai!

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