Não é de hoje que o Brasil é palco de guerras no que deveria ser o maior espetáculo do país. Os torcedores organizados, que se dizem os únicos verdadeiros, protagonizam papéis no mínimo ridículos nos estádios pelo país.
Os clubes, que financiam esses torcedores, sofrem todos os anos por perdas de mando de campo, tendo que jogar em estádio alugado, pequeno e longe de sua torcida. Mas não aprendem. Continuam financiando, continuam mandando essas pessoas para todos os lugares do Brasil.
Quem não lembra do sinalizador que matou o jovem Kevin em Oruro? Quem não lembra da guerra em campo entre Palmeiras e São Paulo no Pacaembu? Quem não lembra do recente confronto das torcidas do Corinthians e do Vasco em Brasília?
São sempre os mesmos. Os que brigaram por lá, brigarão mais vezes por aí. E todos nós sabemos o porquê. O Brasil não tem punição decente e nem controle de segurança para prevenir esses conflitos.
O torcedor que briga, ao invés de ser banido do futebol e preso, apenas vai à delegacia e volta normalmente para casa. E não só para casa. Eles voltam para o futebol.
Ontem não foi diferente. Além do confronto entre a organizada tricolor e a polícia militar, houve briga entre torcedores dos dois clubes numa rodovia da cidade de São Paulo. Não vou me posicionar quanto ao início da confusão dentro do Morumbi, porque a polícia alega que os torcedores são paulinos tentaram invadir a arquibancada visitante pelo túnel e por cima, enquanto a organizada tricolor alega que uma bomba foi lançada da torcida corinthiana contra a Dragões da Real. Torcedores comuns que estavam no estádio confirmam essa história de que tudo começou com uma bomba adversária.
Não importa quem começou. A torcida do clube mandante não recuou e partiu para o ataque. Cenas fortes e sangue marcaram as arquibancadas do estádio. Torcedores já machucados insistiam em dar socos e pontapés nos policiais, que se defendiam com cassetetes.
Agora o clube deve perder mandos de campo. Nessa altura do campeonato, a dois pontos da zona de rebaixamento, o time deve jogar longe das 30, 40, 50 mil vozes que o empurrou nas últimas rodadas. A situação complicou. Graças aos "verdadeiros torcedores".
14 de outubro de 2013
Organizadas: espetáculo ou confusão?

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